A Discrepância Igualitária da
Estratificação Piramidal
Devo dizer, pra abrir de forma mais
justa e sincera esse pequeno hábito de escrever o que eu noto na crescente onda
de desinformação social, que eu nunca julguei que abriria um pensamento com um
título tão discordante. Discrepância, aquilo que mostra discordância, que
mostra subtração e desigualdade é arbitrariamente unido ao termo igualitário
que se junta ao termo estratificação em uma bagunça semântica e política.
Em uma sociedade marcada pela estratificação social, vimos
cada vez mais presente um modelo piramidal excludente que tenta justificar um
pensamento embutido na cadente social há séculos. Visualizemos uma pequena
pirâmide em forma de barras.
Do Capitalismo e da Ascendência
Social
À priori, toda camada tem sua base, que equivale ao privilégio social, quão baixa for sua camada, menor o privilégio social, que se demonstra em formas de bens privados, cargos públicos, influência política.
À priori, toda camada tem sua base, que equivale ao privilégio social, quão baixa for sua camada, menor o privilégio social, que se demonstra em formas de bens privados, cargos públicos, influência política.
A nossa camada base é o “proletariado comum” que é o que
chamo de átomo social (indivisível, o
que não se mexe), a camada que ascende da camada mais baixa é chamada de
sub-átomo social (divisível, o que existe dentro do átomo e o faz funcionar, em
resumo).
Conforme sua camada social sobe, o privilégio social
dobra. Subir da primeira para a segunda camada é fácil. Expressei isso com a
relação da área do triângulo:
Onde área é a "seleção artificial proletária" que resulta da quantidade de massa disponível multiplicada pelo privilégio social.
Onde área é a "seleção artificial proletária" que resulta da quantidade de massa disponível multiplicada pelo privilégio social.
A ideia de que o triângulo seja a "escada da
camada" é o que me fez imaginar que a cada camada a dificuldade de se
subir aumente, embora o privilégio social cresça. Criando uma seleção
artificial proletária muito mais especificada (o que explica a importância da
qualidade de mão de obra na sociedade estratificada).
A primeira vez que a camada subiu, tirei 3 cm.
Da segunda vez, 1,5 cm.
Da terceira, 0,75cm.
Da quarta, deveria tirar 0,375cm
E assim à diante.
Com o “contingente massa” sendo dividido pela metade em cada, o ângulo tende a abaixar, o que aumenta a inclinação. A inclinação pode ser descrita como a situação vigente do país onde essa pirâmide se situa, os projetos sociais aplicados (como impostos progressivos), e até o desenvolvimento do país (que, queira ou não, faz com que a mão de obra se torne mais especializada).
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E assim à diante.
Com o “contingente massa” sendo dividido pela metade em cada, o ângulo tende a abaixar, o que aumenta a inclinação. A inclinação pode ser descrita como a situação vigente do país onde essa pirâmide se situa, os projetos sociais aplicados (como impostos progressivos), e até o desenvolvimento do país (que, queira ou não, faz com que a mão de obra se torne mais especializada).
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“Como poderia uma abastada pequena classe dominar mais de
99,9% das outras classes? Primeiro foi dada à camada do topo uma ligeira
vantagem na largada. Qualquer pessoa animada, correria para apostar seu
dinheiro na camada mais populosa.
Porém, para ultrapassar a camada dominante, o proletariado teria que primeiro cobrir a distância até o ponto onde a camada dominante havia começado. Neste tempo, porém, a camada dominante teria se movido de modo que o proletariado teria que cobrir esta distância dando tempo para a camada dominante passear um pouco mais para frente. Logicamente, isto continuaria para sempre. Qualquer que fosse o intervalo entre a ascensão, a camada dominante ainda seria capaz de se mover para frente enquanto o proletariado fosse para frente. O que, resumidamente, significaria que o proletariado nunca conseguiria ultrapassar a classe dominante.”
Porém, para ultrapassar a camada dominante, o proletariado teria que primeiro cobrir a distância até o ponto onde a camada dominante havia começado. Neste tempo, porém, a camada dominante teria se movido de modo que o proletariado teria que cobrir esta distância dando tempo para a camada dominante passear um pouco mais para frente. Logicamente, isto continuaria para sempre. Qualquer que fosse o intervalo entre a ascensão, a camada dominante ainda seria capaz de se mover para frente enquanto o proletariado fosse para frente. O que, resumidamente, significaria que o proletariado nunca conseguiria ultrapassar a classe dominante.”
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